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Quem inventou a vacina contra a poliomielite?

Pouco antes da virada do século 20, o primeiro caso de poliomielite paralítica nos Estados Unidos foi relatado em Vermont. E o que começou como um problema de saúde nas próximas décadas se transformou em uma epidemia completa, à medida que o vírus conhecido como paralisia infantil se espalha entre crianças em todo o país. Em 1952, o auge da histeria, havia 58 mil novos casos.

Desenvolvimento da vacina contra a poliomielite

Um verão de medo

Foi, sem dúvida, um tempo assustador naquela época.

Os meses de verão, normalmente um período relaxante para muitos jovens, foram considerados época de pólio. As crianças foram alertadas para ficarem longe das piscinas porque poderiam facilmente pegar a doença entrando em águas infectadas.

E em 1938, o presidente Franklin D. Roosevelt, infectado aos 39 anos, ajudou a criar a Fundação Nacional para a Paralisia Infantil, em um esforço para combater a doença.

Jonas Salk, pai da primeira vacina

No final dos anos 1940, a fundação começou a patrocinar o trabalho de um pesquisador da Universidade de Pittsburgh chamado Jonas Salk, cuja maior conquista até agora foi o desenvolvimento de uma vacina contra a gripe que usava vírus mortos.

Normalmente, versões enfraquecidas foram injetadas para fazer com que o sistema imunológico produzisse anticorpos capazes de reconhecer e matar o vírus.

Salk foi capaz de categorizar as 125 cepas do vírus sob três tipos básicos e queria ver se a mesma abordagem também funcionaria contra o vírus da pólio.

Até este ponto, os pesquisadores não estavam progredindo com vírus vivos. Os vírus mortos também ofereciam a principal vantagem de serem menos perigosos, já que não levariam pessoas inoculadas acidentalmente a contrair a doença.

O desafio, porém, era ser capaz de fabricar o suficiente desses vírus mortos para produzir em massa as vacinas.

Felizmente, um método para produzir vírus mortos em grandes quantidades foi descoberto apenas alguns anos antes, quando uma equipe de pesquisadores de Harvard descobriu como cultivá-los dentro de culturas de tecidos de células animais, em vez de injetar um hospedeiro vivo.

O truque era usar a penicilina para evitar que as bactérias contaminassem o tecido. A técnica de Salk envolvia infectar culturas de células de rim de macaco e depois matar o vírus com formaldeído.

Depois de testar com sucesso a vacina em macacos, ele começou a testar a vacina em humanos, que incluía ele, sua esposa e filhos. E em 1954, a vacina foi testada em campo em quase 2 milhões de crianças com menos de dez anos de idade, no que foi o maior experimento de saúde pública da história.

Os resultados relatados um ano depois, mostraram que a vacina era segura, potente e 90% eficaz na prevenção de crianças contra a pólio.

Houve um soluço, no entanto. A administração da vacina foi momentaneamente interrompida após 200 pessoas terem sido vacinadas contra a poliomielite.

Os pesquisadores foram capazes de rastrear os efeitos adversos em um lote defeituoso feito por uma empresa farmacêutica e os esforços de vacinação foram retomados assim que os padrões de produção revisados ​​foram estabelecidos.

Sabin vs Salk: rivais para uma cura

Em 1957, os casos de novas infecções da poliomielite diminuíram para menos de 6.000. No entanto, apesar dos resultados dramáticos, alguns especialistas ainda achavam que a vacina de Salk era insuficiente para inocular totalmente as pessoas contra a doença.

Um pesquisador, em particular, chamado Albert Sabin, argumentou que apenas uma vacina de vírus vivo atenuada conferiria imunidade vitalícia. Ele estava trabalhando no desenvolvimento de uma vacina ao redor da mesma época e estava descobrindo uma maneira de ser tomada oralmente.

Enquanto os Estados Unidos apoiavam a pesquisa de Salk, Sabin conseguiu apoio da União Soviética para conduzir testes de uma vacina experimental que usava uma cepa viva na população russa.

Como seu rival, Sabin também testou a vacina contra ele e sua família. Apesar de um pequeno risco de vacinação resultando em poliomielite, provou-se ser eficaz e mais barato de fabricar do que a versão de Salk.

A vacina Sabin foi aprovada para uso nos EUA em 1961 e mais tarde substituiria a vacina Salk como o padrão para prevenção da pólio.

Mas até hoje, os dois rivais nunca resolveram o debate sobre quem tinha a melhor vacina. Salk sempre sustentou que sua vacina era a mais segura e Sabin não admitiria que injetar um vírus morto pode ser tão eficaz quanto as vacinas convencionais.

Em ambos os casos, ambos os cientistas desempenharam um papel crucial em quase erradicar o que antes era uma condição devastadora.

 

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